INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PARAIBANO/IHGP
Fundado em 7 de setembro de 1905
Declarado de Utilidade Pública pela Lei no 317, de 1909
CGC 09.249.830/0001-21 - Fone: 0xx83 3222-0513
CEP 58.013-080 - Rua Barão do Abiaí, 64 - João Pessoa-Paraíba

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A FUNDAÇÃO DO IHGP

            O Instituto teve sua fundação em 1905, no Liceu Paraibano, durante as comemorações da data da Independência do Brasil; ali foram elaborados os Estatutos do IHGP e eleita sua primeira Diretoria; em 12 de outubro o Instituto instalou-se na Sede da Assembléia Legislativa, que funcionava numa dependência do Quartel da Polícia Militar, na Praça Pedro Américo; nessa ocasião foi empossada a nova Diretoria e foi pronunciada a primeira conferência do Instituto, a cargo de João Pereira de Castro Pinto, que falou sobre A História Colonial da Paraíba.
            A partir da sessão de 5 de novembro de 1905, o Instituto passou a reunir-se na Biblioteca Pública, data em que foram entregues, em sessão solene, os títulos de Sócios Beneméritos ao senador Álvaro Lopes Machado, ao presidente do Estado Monsenhor Walfredo Leal e ao Arcebispo D. Adaucto Aurélio de Miranda Henriques. Até março de 1907, a Biblioteca Pública foi a sede provisória do Instituto.
            Em 17 de abril daquele ano, o IHGP voltou a reunir-se no andar térreo do Liceu Paraibano, voltando às suas origens. Foi tentada sua localização numa sala do andar superior, ocupada pela Guarda Nacional. Essa pretensão não foi acolhida, pois a Guarda Nacional ali sediada desistiu da idéia de mudar-se para outro local.
            Era preocupação permanente conseguir uma sede condigna para a novel instituição. Em sessão de 03.04.10, foi designada uma comissão constituída dos sócios Matheus Augusto de Oliveira, Francisco Xavier Júnior e Irineu Pinto para tratar da aquisição de um prédio próprio. Na ocasião, o sócio D. Ulrico Sonntag, prior do Mosteiro de São Bento, sugeriu a ocupação de uma sala no Convento, ficando de solicitar autorização do abade prior da Ordem, sugestão que não teve conseqüências.
            Nova comissão foi constituída a 02.10.10, sendo designados os consócios Francisco Xavier Júnior, Lyra Tavares e Castro Pinto, este depois substituído pelo padre Mathias Freire. No mês seguinte, Francisco Coutinho de Lima e Moura sugeriu que o Instituto se inscrevesse na Predial Beneficente, organização que financiava a construção de residências, com o fim de obter um empréstimo de dez contos de réis para construir o prédio do Instituto.
            O funcionamento da entidade começou a se comprometer por falta de um local de reunião compatível. Basta dizer que a sessão de 30 de novembro de 1912 foi realizada na residência do presidente Flávio Maroja, na rua das Trincheiras, 95, sob a alegação de que o prédio onde funcionava o Instituto estava sofrendo reparos.
            A situação se agravou de tal maneira que, em 05.10.13, Manoel Tavares Cavalcanti sugeriu enviar-se ofício ao Governo do Estado pedindo meios para adquirir um terreno na Av. João Machado, com a finalidade de construir o prédio do Instituto, sendo organizada comissão para tal fim. Em maio de 1914, o presidente Flávio Maroja manteve entendimento com o presidente do Tribunal de Justiça visando a mudança do IHGP para o andar térreo daquela repartição. Esse empenho continuou por anos e anos, sem resultados. Não seria ainda nessa década que o IHGP conseguiria sua sede própria.

A instalação do Instituto, a 12 de outubro de 1905, ocorreu
numa dependência da Assembléia Legislativa, na praça
Pedro Américo, onde realizou algumas reuniões, até voltar
para o Liceu Paraibano (foto do acervo de Walfredo Rodrigues).


            Diz Celso Mariz, em discurso comemorativo do cinqüentenário do Instituto, que a fundação do Instituto "não surgiu como um imprevisto. A idéia não escapara à cabeça de Arthur Achilles, cotovia madrugadora dos interesses paraibanos, como lhe chamou Castro Pinto, nem a de Rodrigues de Carvalho que ao tempo regressava do Ceará, bacharel e literato, enfunado de planos".
              É de mencionar-se, porém, que, na ata da sessão ordinária do Instituto, datada de 11 de agosto de 1962, foi registrada a existência de "cópia fotostática da carta de Padre José Antônio Lopes da Silveira ao Cônego Januário Barbosa, a respeito da existência de um primeiro Instituto na Paraíba, do ano de 1827." Teria a Paraíba se antecipado à idéia de fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que ocorreu em 1838?
              Aliás, o primeiro presidente do Instituto, Francisco Seraphico da Nóbrega, em seu primeiro relatório insinua que houve diversas tentativas, entre nós, da fundação de um estabelecimento da ordem do nosso...
              Sobre a fundação do Instituto, o secretário Manoel Tavares Cavalcanti, em sua resenha dos trabalhos científicos do Instituto no ano social 1905/06, refere-se à necessidade há muito sentida da criação da entidade, mencionando entre seus precursores José Rodrigues de Carvalhoe Irineu Pinto, que, pelo jornais, reclamavam a ausência de uma organização destinada a salvar as parcas fontes de conhecimentos históricos que por ventura restassem.
              Contiuna a resenha de Manoel Cavalcanti: Ao aproximar-se, o ano passado, a data de nossa independência política, surgiu em alguns espíritos dotados de alto civismo e de grande iniciativa a idéia de comemorá-la dignamente. Delineado o programa de festas magníficas que se relizaram, e iniciadas estas, nasceu o pensamento de não dissolver-se a comissão promotora, mas de converter-se em associação patriótica unida a outros elementos da população paraibana para comemorar as datas nacionais. Daí ao programa do Instituto não havia senão um passo.
O discurso de Celso Mariz, que ingressou no Instituto em 1910, é o melhor depoimento que temos sobre a fundação do instituto.
              Proclamou Celso que... foi Álvaro Machado, no afã sorridente do primeiro ano de governo, aliás o seu segundo governo, quem alvitrou a criação aqui de uma sociedade que festejasse, para educação do povo, as grandes datas e os grandes nomes nacionais. Não nos faltando então para o mister cívico vários clubes de moços, o que recomendava o preclaro homem de Estado era um sodalício forte, com raízes no poder.
              Um áulico mais lépido colheu a deixa em Palácio, tratou de contaminar cá fora os espíritos predispostos, e o patriótico pensamento vingou acrescido na fórmula de Instituto Histórico e Geográfico. O áulico foi aquele Francisco Coutinho de Lima e Moura, hoje valetudinário, que deixamos em primeiro lugar na lista de fundadores sobreviventes.

              Tradicionalmente, o 7 de setembro era uma data comemorada em grande estilo. Para tal havia uma comissão especial de figuras proeminentes encarregada de programar essas festividasdes.
              Para comemorar a data da Independência do Brasil naquele 1905 foi marcada uma sessão especial na sala de congregação do Liceu Paraibano, presentes as figuras mais importantes do mundo político, profissional e intelectual da Paraíba. 71 personalidades prestigiaram, com suas presenças, aquela importante comemoração, que teve na presidência dos trabalhos Álvaro Lopes Machado, presidente do Estado, a quem coube declarar fundado o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, após as ponderações de João Pereira de Castro Pinto em seu discurso na soilenidade.
              Imediatamente foi lavrado o Termo de Fundação do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, que recebeu a assinatura dos presentes.
              Foram necessárias três sessões preparatórias para a elaboração dos estatutos e eleição da primeira Diretoria. Em 12 de outubro daquele ano, o Instituto foi definitivamente instalado, em sessão solene na sede da Assembléia Legislativa, tendo assinado a ata de instalação 48 associados, sendo também considerados sócios fundadores mais três associados, que, embora ausentes daquela sessão magna, tinham sido eleitos para ocuparem cargos diretivos. Assim foram considerados sócios fundadores do Instituto 51 sócios.
              Naquela sessão o orador oficial foi o grande tribuno mamanguapense João Pereira de Castro Pinto, sócio fundador, que iniciou a ação da nova instituição em prol dos seus objetivos, pronunciando uma conferência sobre A História Colonial da Parahyba.


OS FUNDADORES

            São considerados Sócios Fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, por ordem alfabética, as seguintes personalidades, que assinaram os Estatutos ou compareceram ou se fizeram representar nas sessões preparatórias, ou assinaram a ata de instalação do IHGP em 12 de outubro de 1905:
01- Antônio Alfredo da Gama e Melo, jornalista e político;
02 - Antônio Ferreira Baltar, magistrado e político;
03 - Antônio Hortêncio Cabral de Vasconcelos, procurador e político;
04 - Álvaro Evaristo Monteiro, militar e artista;
05 - Álvaro Lopes Machado, militar e político;
06 - Arthur Achilles dos Santos, jornalista e polemista;
07 - Apolônio Zenaide Peregrino de Albuquerque, magistrado e político;
08 - Carlos Coelho de Alverga, funcionário e político;
09 - Cícero Brasiliense de Moura, professor e jornalista;
10- Eutíquio de Albuquerque Autran, advogado e magistrado;
11- Eutiquiano Inácio de Loiola Barreto, jornalista e serventuário da justiça;
12 - Francisco Seráfico da Nóbrega, professor e político;
13 - Francisco Coutinho de Lima e Moura, militar e político;
14 - Francisco Joaquim Pereira Barroso, jornalista e teatrólogo;
15 - Francisco de Assis de Albuquerque, sacerdote e professor;
16 - Francisco Carlos Cavalcanti de Albuquerque, promotor e serventuário da justiça;
17 - Francisco de Gouveia da Nóbrega, advogado e magistrado;
18 - Francisco Inácio Carneiro, funcionário público e líder católico;
19 - Francisco José Rabelo, professor e político;
20 - Francisco Pedro Carneiro da Cunha, romancista e poeta;
21 - Francisco Xavier Júnior, pedagogo e escritor;
22 - Flávio Ferreira da Silva Maroja, médico e político;
23 - Félix Joaquim Daltro Cavalcanti, magistrado e político;
24 - Gonçalo de Aguiar Boto de Menezes, magistrado e político;
25 - Heráclito Cavalcanti Carneiro Monteiro, magistrado e político;
26 - Irineu Ferreira Pinto, historiador e poeta;
27 - João Américo de Carvalho, magistrado e orador ;
28 - João Batista de Sá Andrade, médico e político;
29 - João de Lyra Tavares, historiador e político;
30 - João Leopoldino da Silva Flores, jornalista e funcionário público;
31 - João Machado da Silva, magistrado e jornalista;
32 - João Rodrigues Coriolano de Medeiros, educador e polígrafo;
33 - João Pereira de Castro Pinto, político e tribuno;
34 - João Tavares de Melo Cavalcanti, magistrado e político;
35 - José Francisco de Moura, farmacêutico e educador;
36 - José Júlio Lins da Nóbrega, médico e professor;
37 - João Manoel Pereira Pacheco, médico e orador;
38 - José Peregrino de Araújo, magistrado e político;
39 - José Tomaz Gomes da Silva, prelado e orador sacro;
40 - Matheus Augusto de Oliveira, engenheiro e educador;
41 - Manoel Antônio de Paiva, prelado e jornalista;
42 - Manoel da Gama Cabral, militar e político;
43 - Manoel Tavares Cavalcanti, historiador e político;
44 - Maximiano Lopes Machado, jornalista e pesquisador;
45 - Odilon da Silva Coutinho, sacerdote e educador;
46 - Pedro da Cunha Pedrosa, magistrado e político;
47 - Santino Maria da Silva Coutinho, educador e prelado;
48 - Teodoro José de Souza, jornalista e orador;
49 - Thomás d'Aquino Mindelo, educador e político;
50 - Ulrico Sonntag, religioso e pesquisador;
51 - Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, magistrado e político.

            Na resenha dos trabalhos científicos do Instituto, apresentada pelo 1.º secretário Irineu Pinto, em 7 de setembro de 1910 (Revista do IHGP, vol. 2, p395/ 402), há um tópico acentuando que "Possue até aqui o nosso instituto 59 Sócios Fundadores, 28 effectivos, 48 correspondentes e 3 beneméritos". Na página 429 e seguintes da referida revista do IHGP consta, a relação dos sócios até 1910. Na relação dos Sócios Fundadores consta, além dos 51 já arrolados no excelente trabalho do Monsenhor Eurivaldo Caldas Tavares (Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e seus 70 anos, A União,1975), mais oito sócios: Alfredo Espírito Santo, capitão Augusto Alfredo de Lima Botelho, Cláudio Oscar Soares, Elias Pompílio, Ernesto Augusto da Silva Freire, José Cândido, Manoel Otaviano e Rômulo de Magalhães Pacheco. Na relação de sócios constantes da revista do IHGP n.º 4, de 1912, há uma nova relação de Sócios Fundadores, onde figuram, além dos nomes já citados, mais dois: Dr. José Borba de Vasconcelos e Theodomiro Neves Filho.
           Com esses dados, podemos assegurar que o Instituto considerou Sócios Fundadores 61 personalidades.
           Pode-se dizer que era a fina flor do mundo político e intelectual da Paraíba. Seis dessas ilustres figuras exerceram a Presidência do Estado, sete praticavam o jornalismo e outros sete eram prelados de nomeada; vários associados exerciam a magistratura, o magistério e a política.
            O máximo em representatividade formou nossa primeira instituição, que levou o historiador Celso Mariz, em seu discurso citado, a reconhecer que "A história da Paraíba só foi reunida e mais ou menos desenvolvida até hoje devido ao Instituto Histórico, ao espírito que o anima, a sua atividade coletiva ou dos sócios que de qualquer modo o representam".


O IHGP foi fundado no Liceu Paraibano e lé manteve sua sede por bastante tempo.
Na foto, da direita para a esquerda, o velho Liceu(1905), a Igreja da N.S. da Conceição
dos Militares (derrubada pelo Presidente João Pessoa em 1928) e o Palácio do
Governo, em frente à praça Comendador Felizardo, atual praça João Pessoa.


QUADRO SOCIAL

            Após a constituição do quadro social com os considerados fundadores, iniciou-se o trabalho de catequese para a aquisição de novos sócios, nas categorias de efetivos, correspondentes, beneméritos e honorários. Como o estatuto não limitava o número de sócios efetivos, o quadro social do IHGP foi bastante acrescido.
           Os primeiros sócios beneméritos foram Dr. Álvaro Lopes Machado, Monsenhor Walfredo Leal e D. Adaucto Aurélio de Miranda Henriques, cujos títulos foram entregues na sessão solene de 5 de novembro de 1905, realizada na Biblioteca Pública do Estado.
           Os dois primeiros sócios efetivos do IHGP foram empossados em 4 de março de 1906: José Rodrigues de Carvalho e Abdon Felintho Milanez; os dois primeiros sócios correspondentes foram os padres João Cruz e Luiz Salles Pessoa.
        Somente a 02 de outubro de 1910 foram aceitos os primeiros Sócios Honorários, em número de nove: Drs. Alfredo Toledo, Carlos Cyrillo Júnior, Domingos Jaguaribe, Edmundo Krug, Gentil de Assis Moura, João Pedro Cardoso e coronel Ludgero Castro, todos de São Paulo; e o Marquês de Paranaguá e Dr. José Arthur Boiteux, do Rio de Janeiro.
           Francisco Seraphico da Nóbrega no seu relatório de 1907 informa, orgulhoso, que o Instituto já tinha sócios correspondentes em todos os municípios do Estado. Nessa época, pelos estatutos, podiam ser sócios correspondentes quaisquer pessoas que não residissem na capital do Estado.
            Ingressaram, nessa primeira década, os seguintes sócios efetivos:
Abdon Milanez, Graciliano Delgado, cel. Augusto Gomes e Silva, Adolpho Costa da Cunha Lima, Miguel Raposo, Isidro Leite de Araújo, Afonso Joaquim Teixeira, Alcebíades Silva, Antônio Jaime, ten.- cel. Cândido Jayme Seixas, padre Álvaro César, Arthur dos Anjos, Américo Falcão, Felizardo Toscano Leite Ferreira, Antônio Massa, Octacílio de Albuquerque, Leonardo Smith, Orris Soares, João Carneiro Monteiro, Manoel Deodato Henrique de Almeida, Irineu Joffily, major Honório Lopes Machado, José Viegas, Agnelo Cavalcanti, João Lopes Machado, Ascendino Carneiro da Cunha, Pe. Mathias Freire, ten. Modesto de Lima Barros, Celso Mariz, Trajano Américo de Caldas Brandão, Augusto dos Anjos, Edmundo Coelho de Alverga, Izaac Leão Pinto, Antônio Baptista Neiva de Figueiredo, Antônio Simeão dos Santos Leal, Francisco Camilo de Holanda, Prudêncio Cotegipe Milanez, Álvaro Pereira de Carvalho, Octávio Celso de Novaes, José Peregrino de Araújo, José Ferreira de Novaes, Afonso Campos, Cláudio Oscar Soares, pe. Florentino Barbosa, major Mariano Rodrigues Pinto, Miguel Santa Cruz de Oliveira, José Gomes Coelho, Manoel Xavier da Cunha Pedrosa.

           Como sócios correspondentes foram admitidos:
Padre João Alfredo da Cruz, padre Luiz Sales Pessoa, Pedro Joaquim Vellez Botelho, Barão de Studart, Alfredo de Carvalho, Max Fleiuss, José Fábio da Costa Lyra, major João Baptista Pinto Carvalho, Antônio Feitosa Ferreira Ventura, Felizardo Leite, padre Joaquim Diniz, Fenelon Ferreira da Nóbrega, Joaquim Estanislau de Medeiros Filho, Manoel Dantas Correia de Góes, pe. Florentino Barbosa, cel. Hyginio Sobreira Rolim, João Gonçalves Coelho Lisboa, Victoriano Rêgo Toscano Barreto, prof. Luiz Aprígio Freire de Carvalho, Liberatino de Almeida Cavalcanti, Manoel Melchiades Pereira Tejo, Joaquim Herculano de Figueiredo, João Baptista Lins e Albuquerque, Cândido Costa, Gentil de Assis Moura, João Nepumeceno Torres, Manoel Cícero Pereira da Silva, José Francisco da Rocha Pombo, João Capistrano de Abreu, Zózimo Consigliere Pedrosa, Antônio Gomes de Almeida Barreto, Manoel de Oliveira Lima, Manoel Pio Corrêa, Manoel da Silva Teles, José Pereira de Sampaio (Bruno), Vicente Simões Pereira de Lemos, Alfredo Jáder de Carvalho Neto, Sebastião Paraná, Nelson Coelho de Sena, pe. Rafael Galanti, José Vieira Fazenda, Manoel Balthazar Pereira Diegues Jr., Remígio de Belido, Romário Martins, Fidelino de Figueiredo, Gregório Thaumaturgo de Azevedo, Bernadino José de Souza, Antônio Xavier Farias, Jônathas de Mello Barreto, José Batista Perdigão, Rafael Pereira, Eduardo de Castro e Almeida, Antônio Baião, Frederico Mistral, Francisco Amaro Xavier de Assis e Moura, Antônio Carlos Simoens da Silva, Camilo Destruge, Amâncio Pereira, Augusto de Siqueira Cardoso, Vicente Mellilo, Frederico Calvacanti Carneiro Monteiro, Francisco Henrique Moreno Brandão, Alcebíades Furtado, José Veríssimo, Arthur Orlando da Silva, Alcides Bezerra, José Maria Moreira Guimarães, Affonso A. de Freitas, Pedro Dias Campos, Jerônymo Lopes de Ayala, conde de Cedillo, Luiz Pessanha, Etienne Ignacio Brazil, Francisco Fernandez Bitencourt, João Batista Regueira Corte, José Paulino Duarte da Silva, Epitácio Pessoa, João Maximiano de Figueiredo, José Duarte Dantas, Affonso Scragnole Taunay, Ermelino de Leão, Afonso Campos, José Vieira Couto de Magalhães, Goran Björkman, ministro Alberto Fialho, Francisco Gaspar de Souza Martins, Conde Afonso Celso, Visconde de Faria, Henri Martinville, Elias Montalvão, Sylvio Romero, Fernand Donnet, Tito Joaquim de Lemos, Robert Lehmann Nitche, Diogo de Moraes, Augusto Tavares de Lyra, Leôncio A. Gurgel.
            Foram registrados os falecimentos dos sócios efetivos:
Apolônio Zenaide Peregrino de Albuquerque, João Tavares de Melo Cavalcanti, Ernesto Augusto da Silva Freire, Augusto dos Anjos, Ulrico Sonntag, João Cavalcanti Carneiro Monteiro, João Batista De Sá Andrade, Manoel José Pereira Pacheco, Manoel Dantas Correia de Góes e Antônio Gomes de Arruda Barreto.
            Faleceu também o sócio benemérito Álvaro Lopes Machado.


REPRESENTAÇÕES

            Na década 1905/15, o Instituto se fez representar no I Congresso Brasileiro de Geografia, instalado no Rio de Janeiro a 7 de setembro de 1909, com a presença dos consócios senador João Pereira de Castro Pinto e deputados federais Francisco Seráfico da Nóbrega e Manoel Tavares Cavalcanti.
            Esses mesmos companheiros representam o Instituto no II Congresso Brasileiro de Geografia, realizado em São Paulo, em 1910. Já no III congresso, realizado em Curitiba, Paraná, nossos representantes foram Sebastião Paraná, Jorge Machado e Benjamim Lins, todos sócios correspondentes do IHGP.
            Na Exposição Nacional de 1908, na capital federal, o consócio José Manoel Pereira Pacheco representou o Estado e o nosso Instituto, merecendo destaque sua atuação.
            O Instituto aderiu à X Conferência Internacional de História, realizada em Roma, em 1911, mas, não podendo mandar um membro efetivo, designou o ministro plenipotenciário do Brasil em Roma, Aníbal Fialho, que era nosso sócio correspondente.
            Ao I Congresso Nacional de História, realizado de 7 a 16 de setembro de 1914, no Rio de Janeiro, enviamos como nosso representante o consócio Irineu Pinto, onde ele teve participação saliente.
            O Instituto também esteve presente ao XIX Congresso Internacional de Americanistas, em 1914, em Washington, sendo nosso representante o sócio correspondente Antônio Carlos Simoens da Silva, do Rio de Janeiro.

UTILIDADE PÚBLICA

            Fato importante nessa década foi a conquista de uma lei considerando o Instituto como de Utilidade Pública. Quatro anos após sua fundação, o IHGP foi considerado de utilidade pública pela lei n.º 317, de 22 de outubro de 1909, com a aprovação pela Assembléia Legislativa do projeto do deputado Rodrigues de Carvalho, que era sócio do Instituto. A lei foi sancionada pelo presidente João Lopes Machado (também sócio do Instituto), servindo de Secretário de Estado o Diretor Geral Francisco do Valle Mello.
            Vale a pena transcrever o inteiro teor dessa lei, que muito facilitou o auxílio do Estado ao Instituto:

Art. 1.º - Fica considerado estabelecimento de utilidade pública para o fim de merecer do Estado todos os favores o Instituto Histórico e Geographico Parahybano.

Art. 2.º - É autorizado ao Presidente do Estado a auxiliar esta Instituição, abrindo os créditos necessários.

Art. 3.º - Revogam-se as disposições em contrário.

            Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da presente lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se contem.
            O Secretário do Estado a faça imprimir, publicar e correr.
Palácio do Governo do Estado da Parahyba, em 22 de outubro de 1909, 21.º da República.

Dr. João Lopes Machado


            Foi publicado nesta Secretaria de Estado, em 22 de Outubro de 1909.

Servindo de Secretário de Estado
O Diretor Geral,
FRANCISCO DO VALLE MELLO



A SEGUNDA DÉCADA

           A grande melhoria nessa década foi a instalação do Instituto em uma sede isolada, sita à rua Duque de Caxias, n.º 312 - 1.º, a 100 metros da sede do Clube Astréa. Não era lá aquele prédio dos sonhos da Diretoria, posto que velho e mal cuidado. Todavia, era melhor que está peregrinando pelo Liceu Paraibano, Assembléia Legislativa, Biblioteca Pública, Escola Normal, considerada sempre como uma instituição intrusa. Com essa mudança, o Instituto contou com uma vantagem do aluguel ser pago pelo Governo do Estado.
            Favoreceu esse procedimento do Estado a condição de que a Paraíba iria sediar o VII Congresso Brasileiro de Geografia, em setembro de 1921.


A Biblioteca Pública do Estado também foi sede das reuniões
do IHGP. Na foto do antigo ponto de Cem Réis, a seta assinala
uma das sedes da Biblioteca, que ficava de frente para a Praça
das Mercês, hoje Praça 1817(foto do acervo de Walfredo Rodrigues).


           Houve necessidade de reformar o prédio, tendo, o Instituto suspendido suas sessões durante algum tempo, com aquela finalidade.




De 1931 a 1936, o Instituto ocupou as três salas do prédio da
Imprensa Oficial destinadas ao presidente João Pessoa para uso como
seu gabinete de trabalho, durante a reforma do Palácio do Governo. O prédio era
situado à praça João Pessoa, esquina com a atual praça 1817, prédio esse demolido
pelo governador Ernani Sátiro para dar lugar à sede da atual Assembléia Legislativa.



Sede do IHGP de 1936 até julho de 1956, à rua Duque de Caxias,
n.º 342, local onde fora sediado, desde 1886, o Clube Astréa, antes
de mudar-se para Tambiá. Em julho/56, o IHGP mudou-se
definitivamente para sua sede própria, à rua Barão do Abíai, n.º 64.




           A sede própria foi inaugurada festivamente a 28.01.56, à rua Barão do Abíai, n.º 64, Centro, tendo sua construção sendo iniciada em março de 1955, pelo arqiuteto-engenheiro Carmello Ruffo. Clóvis Lima, então Vice-Presidente, foi o executor da obra.


Edifício sede do IHGP, à rua Barão do Abíai, n.º 64, no centro da cidade, no qual foi realizada
a primeira sessão ordinária a 24.08.1956. A sede foi construída na presidência de Clóvis Lima
e Florentino Barbosa, sob a administração do primeiro, com recursos de subvenções da União,
ajuda do governo José Américo de Almeida e doações de particulares.

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